domingo, 22 de março de 2009

Chuva forte
Havia tempo que ela não aparecia
Tocando violão num quarto quente com constantes goles d’água a cada música, eu ainda não podia compreender a minha sensação repentina desconhecida. Seria por que finalmente consegui tocar uma música do Vinícius de Moraes? Seria por conta da chuva? Ou seria a água que estaria adulterada?
Tentei esquecer por um instante a chuva, a água e o violão e pus o fone no ouvido: “ô chuva, peço que caia devagar...” definitivamente era preciso que isso acontecesse !!!
Logo depois toca uma música do Vinícius de Moraes na rádio. A sede não parava, era preciso pegar outra garrafa.
Se não houve como fugir, a opção seria retornar às minhas atividades. A música que eu tocava já não era mais do Vinícius; a chuva forte transformara em chuvisco e eu já não sentia mais sede.
Algo que não mudou foi a sensação repentina desconhecida. Essa, agora sensação conhecida, era a lembrança da noite fria e chuvosa, num luau à tocar Vinícius de Moraes, onde te conheci.

Neto Siqueira

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