terça-feira, 24 de março de 2009

Versos Instáveis

Límpida a pupila,
Ansiedade próxima de mim
Ao te ver...
Suor constante sobre o rosto,
Silêncio
Enigma contextual de um suposto romance
Inesperado encontro
Relativo ao ponto de tornar minha pele fria
Antecipando o riso,
Um paradoxo de pensamentos...
Aqui, dois corpos se cruzam.

Neto Siqueira

domingo, 22 de março de 2009

Chuva forte
Havia tempo que ela não aparecia
Tocando violão num quarto quente com constantes goles d’água a cada música, eu ainda não podia compreender a minha sensação repentina desconhecida. Seria por que finalmente consegui tocar uma música do Vinícius de Moraes? Seria por conta da chuva? Ou seria a água que estaria adulterada?
Tentei esquecer por um instante a chuva, a água e o violão e pus o fone no ouvido: “ô chuva, peço que caia devagar...” definitivamente era preciso que isso acontecesse !!!
Logo depois toca uma música do Vinícius de Moraes na rádio. A sede não parava, era preciso pegar outra garrafa.
Se não houve como fugir, a opção seria retornar às minhas atividades. A música que eu tocava já não era mais do Vinícius; a chuva forte transformara em chuvisco e eu já não sentia mais sede.
Algo que não mudou foi a sensação repentina desconhecida. Essa, agora sensação conhecida, era a lembrança da noite fria e chuvosa, num luau à tocar Vinícius de Moraes, onde te conheci.

Neto Siqueira